Sim, o tempo passa num instante e quando damos por nós já teremos os nossos bebés nos braços. Foram 35 semanas de alegrias, tristezas, medos, ansiedades, dores, cansaço, amor e partilha, emoções inexplicáveis que apenas uma grávida pode experimentar. Com uma gravidez tão atribulada nunca esperei chegar às 35 semanas mas aqui estamos nós à espera do grande momento, não foi fácil, ninguém disse que o iria ser mas também ninguém espera que uma gravidez seja tão atípica como a minha. Assim com toda a calma posso dizer: meus filhos estamos à vossa espera, venham com saúde que temos muito amor para vos dar.
Raios partam o percentil que tantos se regulam, só serve para comparação e motivo de orgulho dos pais que dizem que o seu bebé está num percentil alto e motivo de preocupação se o seu bebé está num percentil baixo. São apenas medidas estatísticas que nos dizem qual a percentagem da população que tem um valor igual ou inferior. Assim, partindo do princípio que uma criança tem um peso no percentil 25, isto não quer dizer que ela tem pouco peso, porque está abaixo do percentil 50. A única coisa que podemos concluir é que 25% da população de crianças saudáveis com aquela idade tem um peso igual ou inferior ao dessa criança. O mais ridículo de tudo é que não existem tabelas de percentil para gémeos, ora como se pode comparar o percentil de dois bebés que estão na mesma barriga com o percentil de um bebé só? Se 1 em cada 80 partos são gémeos porque é que ainda não criaram uma tabela de percentis para gémeos e depois fazem os cálculos dos percentis com base numa tabela que é usada para apenas um feto? De qualquer forma os valores de percentil preocupam-me, sei que não me devia orientar por esses valores mas o certo é que o valor do percentil tem vindo a baixar a cada ecografia. Agora só vou olhar para isso quando nascerem, quando forem independentes um do outro e crescerem por sua conta e medida e já se poder olhar para a tabela como bebés "normais não gémeos". Mas ainda assim para quem quer medir o percentil do seu bebé, há imensas calculadoras na net, de realçar que os valores são diferentes em diferentes partes do mundo, podem consultar aqui por exemplo.
Sim estamos no final da gravidez e não, não fizemos o chá do bebé. A tão desejada festa com motivos tão fofinhos e sonhadores. Confesso que comecei a planear realizar a festinha, entretanto fizemos a cirurgia e depois o internamento e depois o estado de saúde piorou e quando comecei a melhorar a barriga enorme já não me iria permitir organizar uma festa assim. Não será a mesma coisa mas irei ter oportunidade de fazer muitas festas de aniversário para eles e quem sabe usar o tal tema que eu tanto ambicionei, deixo aqui uma foto para um dia não esquecer...
Como já tinha falado antes no post do Lisbon Kids Market, o próximo evento que gostaria de ir era o Mercadito da Carlota mas com a condição de ir se já não tivesse de barriga e sem levar bebés atrás. Como isso não foi possível e os bebés ainda cá vão dentro e a oportunidade não surgiu, não fui... Fico à espera do próximo, quem sabe :)
Todos falam do sofrimento que é a hora do parto, as dores e o desejo de "uma horinha pequenina", depois falam do problema que é as horas para dormir quando o bebé nasce, algumas falam dos problemas/sofrimentos de amamentar, algumas falam no inchaço das pernas e o peso da barriga em gravidas... mas porque é que ninguém fala nos restantes problemas de uma grávida? É por ser gémeos ou sou eu que sou muito piegas? Há 2 ou 3 semanas que não sei o que é dormir uma noite seguida, é horrores para conseguir adormecer com as dores no corpo, tenho de estar sempre a mudar de posição e mexer-me deitada não é tarefa fácil, ora porque espeta numa costela, ora porque não pára quieto e parece que arranha mesmo lá em baixo, antes ainda doía nas costelas inferiores mas agora já é quase as costelas todas e a dor vai mesmo até ao esterno! Depois são as faltas de ar e quando o cansaço é maior que tudo e quase me vence lá vem a azia e a fome... Vamos levantar e comer novamente... o acto de comer desperta-me, então lá vem mais uma odisseia para tentar adormecer e antes disso tenho de ir pela 30ª vez à casa de banho. Durmo 4 a 5 horas e as dores no corpo acabam por me acordar e antes de me aperceber que tenho de mudar de posição novamente já estou com uma fome terrível e são horas de levantar novamente para comer e desperto! Mais 2 horas para tentar adormecer e o dia já está a amanhecer... Há dias que não volto a adormecer e fico-me pelas 4 horas de sono mal dormidas, outros dias acabo por dormir e abster-me do mundo que já acordou e continua...