domingo, 31 de agosto de 2014

Aquele dia


Se alguns acham que é um dia para ser esquecido, para mim é um dia que será sempre lembrado, como tal não há melhor forma de o comemorar que em família, um passeio bem relaxante e um novo presente para os bebés, afinal foram eles os lutadores, são eles os sobreviventes da síndrome de transfusão feto fetal, são os melhores bebés do mundo!

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Há um ano foi assim...


E hoje dizemos em tom de brincadeira "há um ano estavamos a correr a caminho do aeroporto"... "e a ficar sem shampoo"... "e a ficar sem creme gordo"...
Hoje já não fica o sentimento que tinhamos, o coração nas mãos, o voar para o desconhecido sem saber o que iria acontecer, sem saber se a viagem iria ter frutos ou se seria em vão, lutar por um futuro sem saber qual futuro. Hoje sabemos que tudo valeu a pena, que melhor não poderia ter sido, que de uma forma ou de outra faríamos tudo de novo.
Hoje fica a vontade de lá voltar... por outros motivos claro!

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

A brincar a brincar...


Para brincarem coloquei um tapete de borracha grande no chão e uma manta por cima com espaço suficiente para os dois, agora que se mexem tanto o objetivo deles é sempre chegar ao chão onde não há manta... O meu desafio é espalhar-me pelo chão a puxá-los para cima da manta um bebé atrás do outro ou os dois ao mesmo tempo um em cada ponta... depois um agarra-se ao meu braço e belisca-me com uma força descomunal como se fosse um adulto! e vem outro e agarra-se ao meu cabelo e não há como o conseguir largar... os miúdos estão feras!!

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Meia dúzia de horas na praia?

Ao todo não chegou a meia dúzia de horas na praia mas parece que foi o suficiente para eles despertarem ainda mais para a vida! No início não gostavam da areia nos pés e o som do mar deixava-os nervosos, nos últimos minutos de praia só queriam chapinhar naquela água fria das poças à beira mar. Mas chapinhar não chega, a cereja no topo do bolo era a seguir colocar o dedo na boca e sentir o salgado! Que belas sestas ainda fizeram debaixo do chapéu ao som do mar!
Com estes dias um bebé já diz mais soletradamente "olá", aprendeu a bater palminhas e adora dar beijinhos. O mano que já adorava dar beijinhos agora tornou-se um expert na arte de lambuzar bochechas! Os dois quando estão deitados já conseguem levantar o pescoço e os ombros sozinhos que até parece que se vão a sentar mas esquecem-se do apoio dos braços e voltam a deitar-se!
Nunca viram tanta gente junta e gostaram, de tal maneira que agora estar em casa é demasiado aborrecido! No dia que estive doente foi um suplício aguenta-los dentro de casa a brincar, mal o pai chegou à tarde foram dar um passeio e notou-se que era mesmo o que eles precisavam.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Que virose!

Estas férias foram para esquecer, as nossas primeiras férias que nem tiveram sabor a férias. Esta virose que começou logo na manhã que saímos de casa e só passou no dia que regressamos... 
Esta nova experiência de cuidar de bebés doentes é pior que levá-los às vacinas! É uma impotência desgastante querer tirar o sofrimento daqueles bebés, de tentar de tudo para que a febre baixe, para que a diarreia passe, para que tenham vontade de comer nem que seja uma colher de sopa sem que a vomitem de seguida, para que tomem o medicamento para ficarem bons... é o tentar animá-los quando eles estão no seu pior. Por momentos passou-me pelo pensamento "se fosse só um era mais fácil" nem que fosse só para dar-lhes o colinho e aconchego que precisam para se acalmarem durante todo o dia até ficarem melhores, mas rapidamente esse pensamento se desvanece só de olhar para os dois porque um sem o outro não era a mesma coisa, eles são tão especiais que é impensável ter um sem ter o outro.
Mas nem foram só os bebés que apanharam mas quase todos à volta! E eu não escapei, no dia de regresso fiquei doente e como é mau a mãe ficar doente! Mãe não pode ficar doente, mãe tem de cuidar dos filhos, da casa, da comida, não há substituição possível, mãe não pode ter dores, mãe tem de cantar para acalmar os bebés mesmo sem forças para abrir a boca, mãe tem de tratar de toda uma rotina de sopas e fraldas mesmo toda curvada com cólicas. Mãe passa um dia doente e a casa vai abaixo para logo no dia a seguir tudo voltar ao normal.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Cocós! Muitos cocós!

Até agora gostava das fraldas da marca branca Pingo Doce e Continente... até ficarem com uma diarreia como nunca antes visto! Que fraldas mais inúteis! Com tanto cocó não há fralda que aguente! Eles estão sentados na cadeira da papa e o cocó escorre pelas pernas abaixo até fazer poça no chão ou pelas pernas acima e ficar com cocó no colo deles! 
Estamos na praia com os bebés ao colo e assim do nada tenho cocó no braço, a camisola da tia tem cocó, a cara da avó tem cocó (nem queiram saber como lá foi parar mas foi uma barrigada de rir em toda a praia!).
Se acham que esta conversa cheira mal nem imaginem como foi a minha semana... sim! já dura há uma semana!
As carteiras para a diarreia já acabaram mas a diarreia parece que veio para ficar... Reforcei o arroz e a cenoura na sopa, já dei o caldo de cozer o arroz, cortei os iogurtes e ando a dar menos leite, nas sopas nem há legumes verdes... bah! Estou em luta com os cocós e parece que não há meio de ganhar esta luta!