No seguimento do post anterior, aqui fica a lista do que levei e do que realmente foi preciso durante o internamento:
Para a mamã:
- 3 camisas de dormir ou pijamas (preferencialmente camisas de dormir);
- cuecas de algodão ou descartáveis;
- pensos higiénicos ultra absorventes ou até mesmo dos de incontinência - no primeiro dia dão alguns pensos e uma fralda enorme mas é mesmo necessário levar mais;
- artigos de higiene pessoal (shampoo, gel de banho, escova, creme, etc) - no duche há gel de banho mas convém levar do nosso;
- chinelos de quarto e chinelos de duche - acabei por usar sempre os chinelos de duche (havaianas) até porque estava quente;
- toalhas de banho é opcional, se não levarmos o hospital fornece - não levei e há sempre um carrinho no corredor com toalhas;- carregador do telemóvel
Para o bebé:
- 3 mudas de roupa leves e 1 muda de roupa bem quentinha para a saída - só usei 1 muda de roupa e outra para a saída porque os bebés tiveram no solário;
- 2 bodies e calcinhas soltas extra para o caso de sujar - usei 1 body e as calças;
- fraldas descartáveis (média de 10 por dia para 2 a 3 dias) - também deram fraldas que supostamente era apenas para um dia mas chegou para 2 dias, apenas ao 3º dia comecei a usar das fraldas que levei;
- mantinha sem pêlo para cobrir o bebé quando dão de mamar, por exemplo - foi muito útil e acabei por dispensar o cobertor velho que tinham no berço;
- não levei chucha porque era contra as ideologias do hospital mas a maioria das mães levou chucha e eu também devia ter levado, teria me ajudado a acalmar os bebés e deixado dormir aquelas 3 noites;
- não levei toalhitas mas devia ter levado, o hospital tinha toalhitas ao dispor no trocador mas quando acabaram ainda demoraram a repor e quem precisou entretanto teve de pedir a outras mães;
- se nascerem com muito cabelo e unhas grandes, como os meus, é necessário a escova e a lima das unhas.
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
Amamentar #2
E agora passando à parte prática da coisa, existe muitas formas de melhorar a qualidade de vida de uma mãe, tudo depende do quanto quer gastar...
Até agora experimentei 4 bombas de tirar leite electricas, a medela na maternidade, a ameda no centro de saude, a avent emprestada e a kitett alugada na geofar (40€ por mês, vêm a casa entregar e levar, ao fim de 4 meses já está paga e ficamos com ela). A melhor? Acho que a medela ou a ameda.
Depois de tirar o leite o que faço? Guardo no frigorífico nos copos da avent porque vou utilizar nas próximas 24 horas (dizem que dura 3 a 7 dias) mas também dizem que se pode congelar e depois descongelar na porta do frigorífico, como não tenho assim tanto leite nunca congelei.
Até agora experimentei 4 bombas de tirar leite electricas, a medela na maternidade, a ameda no centro de saude, a avent emprestada e a kitett alugada na geofar (40€ por mês, vêm a casa entregar e levar, ao fim de 4 meses já está paga e ficamos com ela). A melhor? Acho que a medela ou a ameda.
Depois de tirar o leite o que faço? Guardo no frigorífico nos copos da avent porque vou utilizar nas próximas 24 horas (dizem que dura 3 a 7 dias) mas também dizem que se pode congelar e depois descongelar na porta do frigorífico, como não tenho assim tanto leite nunca congelei.
Depois do leite guardado no frigorífico é necessário aquecer, nunca no microondas! Deve-se aquecer em banho maria e felizmente tenho o aquecedor ideal, colocar água lá dentro, colocar o biberão com leite e ligar, uns minutos depois o leite está quente mas confirmo sempre a temperatura à antiga com o leite no pulso.
O biberão é também da avent, gosto de tudo da avent mas confesso que não conheço outras marcas para comparar se é melhor ou pior, faço questão de ter tudo da mesma marca para mais fácil usar. O esterilizador uso o de microondas que acho muito prático e rápido.
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
Amamentar
Em grávida já tinha a certeza que amamentar era a melhor opção para os bebés e para mim, nunca descartei a possibilidade de dar de mamar aos bebés. Mas a forma como tudo é exposto, ou imposto, parece que não amamentar é ilegal. Logo na primeira vez que amamentei a enfermeira pergunta-me "quer amamentar os seus bebés não quer?", esse "não quer?" parece uma imposição, a resposta não seria uma escolha da mãe? Ou se a mãe disser que não é apedrejada? Sim eu quero por minha escolha, não porque os outros me "obrigam". Nos dias seguintes, no internamento tive algumas dificuldades em amamentar, os bebés não estavam a pegar bem, isso em si já era frustrante não precisava de ouvir "tens de te esforçar!". Outras pessoas me perguntavam "tens mama para os bebés?", "tens leite?", isso em parte me fazia sentir como "invadida", porque é que toda a gente quer saber isso? É só isso que interessa?
No dia que cheguei a casa tive a subida do leite, o peito parecia pedra! Pensei que isso fosse normal embora já tivesse com dores e amamentar era cada vez mais impossível. Se não fosse a minha mãe me dizer que não podia estar assim e que tinha de tirar o leite todo fosse de que maneira fosse, provavelmente tinha tido uma mastite e apenas nesse momento ouvi pela primeira vez o que era uma mastite, tanta informação sobre ter que amamentar e ninguém falou das complicações que podiam surgir e como resolvê-las. Felizmente emprestaram-me uma bomba de tirar leite nessa noite que foi o que me salvou, mais ou menos. No dia seguinte, o primeiro dia que acordei em casa, fomos ao centro de saúde para o teste do pezinho e para pesar, felizmente a enfermeira perguntou-me como estavam as minhas maminhas e eu dei um tímido "não muito bem"... tive quase 2 horas com 2 enfermeiras a massajar-me o peito para sair todo o leite e tirar todos os nódulos! As enfermeiras foram espetaculares, voltei a sentir-me mais apoiada depois daquele "amanha-te" à saída da maternidade.
Um conselho para as mamãs com leite a mais: manteiga de cacau, compra-se na farmácia custa quase 12€ uma embalagem (aqui não se vende a vulso) e massaja-se em movimentos circulares de fora para dentro com a manteiga de cacau e tira-se o leite com a bomba de tirar leite e no fim colocar toalhas molhadas em água fria sobre o peito para estancar a produção de leite. Fiz isso 4 a 5 vezes por dia durante 3 dias e foi o que me salvou. Estava a tomar um vaporizador no nariz que me deram na maternidade que facilitava a saída do leite, segundo a enfermeira servia para ajudar na subida do leite mas eu nem precisava disso e estava a subir demais, então não tomar!
As primeiras duas semanas foram torturantes, os bebés sugam o leite como se me tivessem a sugar a alma, é uma dor "horripilante", a minha mãe dizia "ao fim de um tempo habituas-te" e foi... Quando eles estão esganados de fome as primeiras sucções magoam mas depois habituamo-nos. E é reconfortante ter um papel tão importante como o de alimentar duas criaturazinhas que precisam do meu leite para sobreviver.
Cansativo? Sem duvida! Cada bebé demora 20 a 50 minutos a mamar, x 2 bebés, de 3 em 3 horas, só quem passa por elas sabe dar valor ao que realmente é dar de mamar a gémeos!
Atualmente e por iniciativa nossa dou de mamar e depois ainda dou um biberão de leite porque se dou só de mamar 1 hora depois já estão com fome. Tento tirar leite com a bomba uma a duas vezes por dia para o papá dar à noite no turno dele enquanto durmo mas por vezes não consigo tirar leite suficiente e eles bebem pelo menos duas refeições apenas com leite artificial. Outra informação que não encontro em lado nenhum e que uma enfermeira me disse foi que à noite há o pico de produção de leite, por isso é importante também dar de mamar à noite para o organismo continuar a produzir mais leite.
Muitas mentes pensam logo que uma mãe de gémeos pode amamentar os dois ao mesmo tempo porque tem duas mamas... essa ideia me repugnava um bocado na gravidez, agora com a necessidade de ter de amamentar quando tenho dois bebés a chorar ao mesmo tempo essa ideia parece mais interiorizada e já o tentei fazer mas... e as costas e o cansaço e o stress de ter duas mãos ocupadas e precisar de ajeitar um bebé com as duas mãos e não tenho como... prefiro demorar duas horas com os dois amamentando um de cada vez...
No dia que cheguei a casa tive a subida do leite, o peito parecia pedra! Pensei que isso fosse normal embora já tivesse com dores e amamentar era cada vez mais impossível. Se não fosse a minha mãe me dizer que não podia estar assim e que tinha de tirar o leite todo fosse de que maneira fosse, provavelmente tinha tido uma mastite e apenas nesse momento ouvi pela primeira vez o que era uma mastite, tanta informação sobre ter que amamentar e ninguém falou das complicações que podiam surgir e como resolvê-las. Felizmente emprestaram-me uma bomba de tirar leite nessa noite que foi o que me salvou, mais ou menos. No dia seguinte, o primeiro dia que acordei em casa, fomos ao centro de saúde para o teste do pezinho e para pesar, felizmente a enfermeira perguntou-me como estavam as minhas maminhas e eu dei um tímido "não muito bem"... tive quase 2 horas com 2 enfermeiras a massajar-me o peito para sair todo o leite e tirar todos os nódulos! As enfermeiras foram espetaculares, voltei a sentir-me mais apoiada depois daquele "amanha-te" à saída da maternidade.
Um conselho para as mamãs com leite a mais: manteiga de cacau, compra-se na farmácia custa quase 12€ uma embalagem (aqui não se vende a vulso) e massaja-se em movimentos circulares de fora para dentro com a manteiga de cacau e tira-se o leite com a bomba de tirar leite e no fim colocar toalhas molhadas em água fria sobre o peito para estancar a produção de leite. Fiz isso 4 a 5 vezes por dia durante 3 dias e foi o que me salvou. Estava a tomar um vaporizador no nariz que me deram na maternidade que facilitava a saída do leite, segundo a enfermeira servia para ajudar na subida do leite mas eu nem precisava disso e estava a subir demais, então não tomar!
As primeiras duas semanas foram torturantes, os bebés sugam o leite como se me tivessem a sugar a alma, é uma dor "horripilante", a minha mãe dizia "ao fim de um tempo habituas-te" e foi... Quando eles estão esganados de fome as primeiras sucções magoam mas depois habituamo-nos. E é reconfortante ter um papel tão importante como o de alimentar duas criaturazinhas que precisam do meu leite para sobreviver.
Cansativo? Sem duvida! Cada bebé demora 20 a 50 minutos a mamar, x 2 bebés, de 3 em 3 horas, só quem passa por elas sabe dar valor ao que realmente é dar de mamar a gémeos!
Atualmente e por iniciativa nossa dou de mamar e depois ainda dou um biberão de leite porque se dou só de mamar 1 hora depois já estão com fome. Tento tirar leite com a bomba uma a duas vezes por dia para o papá dar à noite no turno dele enquanto durmo mas por vezes não consigo tirar leite suficiente e eles bebem pelo menos duas refeições apenas com leite artificial. Outra informação que não encontro em lado nenhum e que uma enfermeira me disse foi que à noite há o pico de produção de leite, por isso é importante também dar de mamar à noite para o organismo continuar a produzir mais leite.
Muitas mentes pensam logo que uma mãe de gémeos pode amamentar os dois ao mesmo tempo porque tem duas mamas... essa ideia me repugnava um bocado na gravidez, agora com a necessidade de ter de amamentar quando tenho dois bebés a chorar ao mesmo tempo essa ideia parece mais interiorizada e já o tentei fazer mas... e as costas e o cansaço e o stress de ter duas mãos ocupadas e precisar de ajeitar um bebé com as duas mãos e não tenho como... prefiro demorar duas horas com os dois amamentando um de cada vez...
O antes e o depois
Antes do parto engordei 12 kg, depois do parto emagreci até agora 13 kg. Como fiz? Não sei! Muita amamentação, noites mal dormidas, maratonas de muda fraldas, adormece bebés, arrumar a casa, tratar das (imensas) roupas, pouco tempo resta para comer (errado!), no início tudo é mais difícil de gerir, a novidade de ter tantas tarefas e organizá-las mas com o tempo a coisa vai lá...
Antes queixava-me com dores nas costelas, depois queixo-me com dores nas costas.
Antes não tinha posição para dormir, depois tenho de tratar de bebés não tenho tempo para dormir.
Antes tinha um peso na barriga, depois tinha a pele da barriga muito sensível e flácida.
Antes doía-me as pernas, depois corro pela casa para tentar fazer tudo enquanto os bebés dormem.
Antes não tinha apetite, depois como "tias e avós".
Antes estava o tempo todo no pc ou fora de casa, depois não saio de casa durante dias e nem tempo tenho de pôr a escrita em dia no blog...
Antes queixava-me com dores nas costelas, depois queixo-me com dores nas costas.
Antes não tinha posição para dormir, depois tenho de tratar de bebés não tenho tempo para dormir.
Antes tinha um peso na barriga, depois tinha a pele da barriga muito sensível e flácida.
Antes doía-me as pernas, depois corro pela casa para tentar fazer tudo enquanto os bebés dormem.
Antes não tinha apetite, depois como "tias e avós".
Antes estava o tempo todo no pc ou fora de casa, depois não saio de casa durante dias e nem tempo tenho de pôr a escrita em dia no blog...
As visitas
Foram vários os avisos das enfermeiras da maternidade, os avisos continuaram das enfermeiras do centro de saúde, no post anterior já tinha elucidado para os cuidados redobrados em prematuros mas... a vinda de um bebé é algo magnífico, todos querem conhecer, todos fazem questão de visitar, agora imaginem com dois bebés...
Compreendo que tenho uma família grande, não posso ser egoísta e não deixar de virem visitar então as visitas não pararam durante uma semana e meia, todos os dias com visitas, todas as noites com bebés, quando é que durmo? As dores ainda não passaram, ainda não estou recuperada, nada me parecia facilitar. Confesso que com o meu estado que não fui a pessoa mais simpática e que foram dias difíceis, confesso que também não tinha noção do que era estar deste lado e que quando estava do outro lado não tinha esta percepção, por isso também aprendi e que terei mais cuidado quanto à visita de futuros recém-nascidos.
Compreendo que tenho uma família grande, não posso ser egoísta e não deixar de virem visitar então as visitas não pararam durante uma semana e meia, todos os dias com visitas, todas as noites com bebés, quando é que durmo? As dores ainda não passaram, ainda não estou recuperada, nada me parecia facilitar. Confesso que com o meu estado que não fui a pessoa mais simpática e que foram dias difíceis, confesso que também não tinha noção do que era estar deste lado e que quando estava do outro lado não tinha esta percepção, por isso também aprendi e que terei mais cuidado quanto à visita de futuros recém-nascidos.
A alta
Com a alta esperava um monte de recomendações, avisos importantes, tarefas obrigatórias, estava preparada para anotar mentalmente cada palavra que me dissessem antes de sair... Afinal apenas tenho uma enfermeira que me diz "poupe os bebés, cuidado com as visitas, alguma dúvida?". Alguma dúvida?! Tenho milhares de dúvidas! E o leite artificial, qual é para dar aos bebés? E os cremes, quais devem usar? Os bebés não têm de tomar nada? Qual o pediatra que devemos consultar? Senti-me completamente desamparada porque apenas me marcaram a consulta de desenvolvimento para um mês depois, entretanto tenho de ser eu a procurar um pediatra ou médico de família e tenho de procurar um médico para a consulta de revisão do parto... Durante meses fui seguida em tudo o que precisava na MAC e agora "amanha-te...".
Em relação às restantes dúvidas, a enfermeira disse que podia escolher um leite qualquer no supermercado que era mais barato que na farmácia... (sem comentários!).
O desafio começa quando tenho de preparar os bebés para ir embora, roupas e mais roupas, mala, ovos, cintos, papéis, vestir-me, sair do hospital, todas estas tarefas que antes fazia em 5 minutos, agora com dois bebés demorei quase 2 horas...
A viagem para casa não foi de todo agradável, estava tão cansada e as vibrações do carro não eram confortáveis para a barriga, desejosa de chegar a casa e me deitar quando chego já tenho visitas à minha espera... o descanso vai ter de esperar...
Em relação às restantes dúvidas, a enfermeira disse que podia escolher um leite qualquer no supermercado que era mais barato que na farmácia... (sem comentários!).
O desafio começa quando tenho de preparar os bebés para ir embora, roupas e mais roupas, mala, ovos, cintos, papéis, vestir-me, sair do hospital, todas estas tarefas que antes fazia em 5 minutos, agora com dois bebés demorei quase 2 horas...
A viagem para casa não foi de todo agradável, estava tão cansada e as vibrações do carro não eram confortáveis para a barriga, desejosa de chegar a casa e me deitar quando chego já tenho visitas à minha espera... o descanso vai ter de esperar...
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