Nada melhor para comemorar o dia que fazemos 30 semanas do que passá-lo no hospital.
Plano do dia:
10h30 - Ecografia às partes moles
11h00 - Ecografia DPN
12h00 - Consulta de gémeos
Como realmente foi o meu dia:
10h00 - Entrada na maternidade
12h40 - Ecografia às partes moles
14h45 - Ecografia DPN
15h10 - Consulta de gémeos cancelada (a doutora foi-se embora)
E assim são os meus dias passados na MAC, que hospital tão organizado, que médicos tão pontuais... Que respeito pelos utentes!
A médica que me ia fazer a ecografia às partes moles chegou ao hospital às 12h10... não se desculpou, não se justificou, nada, tudo normalíssimo, mas chegou ao hospital foi atender os seus pacientes? Não! Demorou mais 25 minutos a vestir a sua bata, só depois foi para o gabinete. Entrei no gabinete completamente passada e acabei por mostrar a minha insatisfação, resposta da médica: "pois foram 2 horinhas..." Não vou comentar mais porque uma grávida não se pode enervar!
Cheguei tardíssimo à ecografia de DPN, eram 13h20... Mais 1 hora e meia na sala de espera... A sério! Não pensam que as grávidas precisam de almoçar? Já vou aquele hospital à 5 meses, em média uma vez por semana e dizem sempre o mesmo "isto hoje esteve complicado...", hoje??? todos os dias!
O que vale é que quando entramos no gabinete os médicos estão sempre muito bem dispostos... Por mais estranho que possa parecer nunca tive mais de 2 ecografias seguidas com o mesmo médico, já corri os médicos todos da ecografia, não deveria ser sempre o mesmo? Tive 3 semanas à espera desta ecografia, estava desejosa, não me lembro de ter estado tanto tempo sem os ver...
Mas vamos a factos:
Feto 1
Diâmetro Biparietal: 80,5 mm
Diâmetro Occiptofrontal 101.1 mm
Perímetro Cefálico 285,3 mm
Perímetro abdominal 237,7 mm
Comprimento do fémur 58,4 (multiplicado por 7 dá 40,8 cm)
Peso estimado 1403 g
Percentil 34,6
Feto2
Diâmetro Biparietal: 79,2 mm
Diâmetro Occiptofrontal 101.5 mm
Perímetro Cefálico 283,8 mm
Perímetro abdominal 247,1 mm
Comprimento do fémur 58,0 (multiplicado por 7 dá 40,6 cm)
Peso estimado 1460 g
Percentil 44,6
O colo está com 33 mm mas a médica não garantiu que o parto ainda esperaria mais um mês, apesar dos bebés estarem grandes e a crescer bem eu posso não aguentar e ter o parto mais cedo. Também deu a dica que para a próxima ecografia teríamos de marcar o internamento. Até daqui a 2 semanas!
Com estas notícias todas tinha montes de perguntas para fazer à minha médica, claro que ela não estaria à minha espera até às 15 horas para a consulta e portanto vou ter de me aguentar durante 2 semanas....
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
Ecografia às partes moles #2
Hoje foi o dia da 2ª ecografia mamária, a dita borbulha na axila parecia-me igual, nada tinha alterado. Sem dores, o tamanho parecia o mesmo. Iniciada a ecografia a médica verificou que o quisto tinha aumentado de 9 mm para 11 mm em uma semana... Ao que parece não é bom sinal, a médica explicou que nada tem a ver com a mama e que existem duas hipóteses: quisto sebácio ou cancro.
Fizemos logo uma citologia... e o que é uma citologia? com uma agulha espeta diretamente no quisto e retira líquido do seu interior para análise. Três vezes... Três agulhas... Três espetadelas... Segundo a médica as agulhas eram finas e deu-me um spray anestesiante, parece muito doloroso mas foi "só" um bocadinho. Confesso que estava nervosa e que possivelmente deixou-me mais sensível, se quero repetir? De maneira nenhuma!
Agora tenho de esperar pelo resultado, só terei consulta daqui a 15 dias, espero conseguir não pensar muito nisso durante estes looongos 15 dias...
Fizemos logo uma citologia... e o que é uma citologia? com uma agulha espeta diretamente no quisto e retira líquido do seu interior para análise. Três vezes... Três agulhas... Três espetadelas... Segundo a médica as agulhas eram finas e deu-me um spray anestesiante, parece muito doloroso mas foi "só" um bocadinho. Confesso que estava nervosa e que possivelmente deixou-me mais sensível, se quero repetir? De maneira nenhuma!
Agora tenho de esperar pelo resultado, só terei consulta daqui a 15 dias, espero conseguir não pensar muito nisso durante estes looongos 15 dias...
domingo, 27 de outubro de 2013
Roupas e roupinhas #2
Ainda os bebés não nasceram e já se estragam com miminhos, obrigada à família e amigos que têm ajudado neste grande (e duplicado) desafio.
Roupas e roupinhas
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| Chega? |
O que é que qualquer dona de casa adora fazer quando está sol? Até à pouco tempo daria variadíssimas respostas mas que agora resume-se a abrir as janelas para arejar a casa, limpar a casa e lavar roupa.
Sim, aproveitei o dia de sol para lavar a roupa dos bebés, finalmente! Acho que devo ser a grávida mais atrasada que tem as coisas todas ainda por organizar... ainda faltam 7 semanas ou 7 dias... sabe-se lá! O melhor mesmo era ter tudo feitinho. Então pus mãos à obra e lá foi a mamã juntar toda a roupa dos bebés para a lavar...
Desafio nº 1: tirar a porcaria das etiquetas da roupa, se as etiquetas das roupas de bebés são para tirar porque é que as fábricas as põem? Porque é que simplesmente não estampam na roupa? Há etiquetas enormes e há roupas que é mesmo difícil descoser as etiquetas e eu que sou tão boa costureira ainda consegui descoser um bocadinho de um body... não achei piada nenhuma...Senhores fabricantes de roupa de bebés não coloquem etiquetas nas roupas por favor!
Desafio nº 2: lavar a roupa, usei skip dos bebés e sem amaciador como muitas pessoas me indicaram. Isto de ser mamã de 1ª viagem há sempre muitas dúvidas. A minha máquina tem um programa de lavagem para roupa de bebé, qual a diferença? Não sei mas demorou mais de 2 horas a lavar.
Desafio nº 3: Estender a roupa toda... tanta roupa e roupinha, peças tão pequeninas que nunca mais saía dali... isto foi a 1ª lavagem... acho que me vou fartar muito rapido destas tarefas...
Agora fica o desafio mais difícil para a mamã de 1ª viagem: Esta roupa toda que parece muita mas que para dois bebés parece pouca e que vai servir apenas para um mês, chega?
sábado, 26 de outubro de 2013
Lisbon Kids Market #2
Apesar de todos os motivos para não ir ao Kids Market continuei com o bichinho cá dentro e estava tão bom tempo que acabei por convencer o papá a darmos um passeio até Lisboa.
Mal nós sabíamos onde nos iamos meter! Para começar apanhamos a corrida na baixa... estradas cortadas em todo o lado tivemos de ir por ruas e travessas que não lembram o diabo, raios partam as calçadas todas esboracadas que não foram feitas para os carros andar e muito menos para as grávidas andarem lá dentro. Demoramos uma eternidade! A seguir apanhamos a manifestação!! O que mais nos irá acontecer... mais desvios e mais ruas e ruazinhas que nunca mais saíamos dali... com estes contra-tempos todos já com uma viagem de mais de 1 hora a bexiga já não aguentava... porque é que as grávidas não andam com um wc atrás? Chegado ao local foi um martírio para estacionar... tivemos de deixar o carro ainda longe e depois andar a pé até lá.
Finalmente nas cavalariças do pestana palace todos os meus receios foram mais que fundamentados... multidões, crianças a correr, pais descuidados, carrinhos de bebé, dificuldades nas passagens, definitivamente não era o melhor local para um grávida se deslocar... tive o tempo todo a proteger a barriga.
Gostei do que vi mas tive a sensação que não vi tudo, havia muitas salas diferentes, não era um espaço amplo, eram dois pisos e vários corredores e ainda tinha um jardim mas será que vi mesmo tudo? Para o fim já andava nas mesmas salas a ver se havia outras salas que ainda não tinha visto... Houve mesmo algumas marcas que estava interessada em espreitar mas escaparam-me...
Conclusão, gostei do evento principalmente porque promove as marcas portuguesas e custa a acreditar mas há mesmo muitas! A grande maioria era roupa, roupa que na minha opinião não são propriamente para recém nascidos que nascem no Inverno, que neste momento é o que me interessava comprar. Algumas coisas que tentei comprar já não havia a cor ou o tamanho pretendido, cheguei às 17 horas e já tinham vendido muita coisa, é bom sinal mas para os que vêm depois ficam apenas com um cartãozinho para encomendar mais tarde.
Próximo evento: mercadito da Carlota, falta pouco mas só vou se já não tiver de barriga e claro não levo os bebés!
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
Hormonas!!
Agora qualquer coisa é culpa das hormonas, as hormonas desreguladas, as hormonas aos saltos, as malditas hormonas! Tenho realmente me sentido diferente, em casa as coisas estão diferentes. Li um artigo que curiosamente foi escrito por um homem, sim um homem mas que não podia ser mais verdade e como por vezes não sou boa nas palavras e identifico-me com o artigo, passo a subscrever:
"Elas sentem-se mal com o corpo, porque engordaram como nunca e têm
borbulhas, e tornozelos agigantados. Sentem-se mal de saúde, porque
estão muitas vezes enjoadas, e inchadas e com dores de costas. Sentem-se
com a auto-estima de um rato do esgoto, porque se acham feias e
desinteressantes. Sentem-se amedrontadas, porque têm medo de falhar, têm
medo do desconhecido, têm medo de não corresponder ao que lhes é
exigido, têm medo de não saber tratar de um bebé. Sentem-se inseguras,
porque acham que os parceiros já não as acham sexys e vão querer saltar
para cima da colega de trabalho. Sentem-se perdidas, porque já não estão
a trabalhar, mas também ainda não têm assim tanta coisa para tratar
relativamente ao nascimento da criança. Sentem-se receosas, porque fazem
contas à vida e começam a perceber as despesas todas que vão ter.
Sentem-se pressionadas, porque os pais e os amigos estão sempre a dar
palpites sobre o que elas devem fazer e não fazer.
Na verdade, tudo isto gera, muitas vezes, depressões pré ou
pós-parto. Há casos, até, de depressões pré e pós parto, que podem durar
por um período indeterminado. Mas como qualquer doença, também isto se
cura. O problema maior é mesmo que o doente reconheça que está doente, e
esteja disposto a tratar-se, o que nem sempre acontece.
Grande parte dos conflitos entre os casais que têm ou vão ter o
primeiro filho advêm de algumas destas fragilidades e mutações por que o
casal passa.
Ao homem cabe o papel de tentar, de alguma forma, tranquilizar a mulher, ajudar em tudo o que lhe for possível, não deixar que ela entre em pânico, continuar a dar-lhe provas de amor e, também ele, começar a preparar-se para a tal nova realidade que lhe irá, seguramente, alterar rotinas, prioridades, sonos, programas.
Ao homem cabe o papel de tentar, de alguma forma, tranquilizar a mulher, ajudar em tudo o que lhe for possível, não deixar que ela entre em pânico, continuar a dar-lhe provas de amor e, também ele, começar a preparar-se para a tal nova realidade que lhe irá, seguramente, alterar rotinas, prioridades, sonos, programas.
Só é possível superar todas as dificuldades relativas ao nascimento
de uma criança se a relação entre o casal for muito forte, cúmplice e
assente em amor, amizade e companheirismo. Se uma qualquer destas coisas
começa a faltar, o mais provável é a torre vir abaixo. Se o amor já é
fraco, ou ainda não é suficientemente forte, a vontade de parte a parte
em superar tudo é muito menor. Se não há companheirismo, perde-se o
respeito, e sem respeito vai-se o amor, e sem amor vai-se tudo.
Este é um jogo de equilíbrios delicado que assusta, mas que todos devem estar cientes de que existe.
Se decidimos que vamos a jogo temos, os dois, de conhecer as regras."
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